Energia Elétrica tem maior peso no IPCA-15 de junho, aponta IBGE
Retorno para bandeira verde não compensou o final do desconto do ESS de Angra III e energia contribuiu com 0,8 p.p. no indicador de 0,16%
23 de junho de 2017, às 11h50
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA), medido entre os dias 16 de maio a 13 de junho, variou 0,16%, o segundo menor patamar da séries histórica. A alta das despesas com habitação, a maior do indicador divulgado nesta sexta-feira, 23 de junho, foi motivada pela energia elétrica, cujo resultado de 2,24% levou à contribuição de 0,08 ponto porcentual no índice, a mais elevada no ranking que é apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O instituto explica que apesar da substituição da bandeira vermelha pela verde a partir de junho houve o retorno aos valores sem os descontos que ainda haviam incidido, em parte, no índice de maio, aliado a outros movimentos em parcelas específicas. Esses descontos referem-se à devolução do Encargo de Energia de Reserva (EER) voltado a remunerar a usina de Angra 3, que havia sido cobrado, indevidamente, em 2016.
Com isso, o índice da inflação oficial do país no primeiro semestre está em 1,62%.Nesse mesmo período de 2016 estava em 4,62%. No acumulado de 12 meses o indicador está abaixo do centro da meta do governo federal com 3,52%. A inflação consolidada na região de São Paulo, cujo peso é de 31,68% para o indicador, ficou em 0,2% em junho e 3,73% nos últimos 12 meses. No Rio de Janeiro, peso de 12,46%, os mesmos indicadores ficaram em 0,17% e 4,23%. A terceira em termos de peso, Belo Horizonte (11,23%) os indicadores foram de deflação de 0,21% e de 2,85% nos 12 meses.
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